Chegou a hora de decidir pela melhor solução para o desenvolvimento do país


O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que a utilização do Montijo como solução complementar ao aeroporto Humberto Delgado é “a solução que apresenta a melhor viabilidade” para aumentar a capacidade aeroportuária de Lisboa e reforçar a ambição de transformar a capital do país numa grande plataforma aeroportuária na Europa.

“O país já estudou o que tinha a estudar, importa agora decidir o que tem de decidir”, afirmou António Costa, na assinatura do memorando de entendimento entre o Estado e a ANA – Aeroportos de Portugal para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, sublinhando ser esta a solução que apresenta melhor compatibilidade com as condições económicas e financeiras do país, assim como a otimização dos recursos existentes, servindo o conjunto da região e a estratégia de desenvolvimento para o país.

“Podemos encarar 2017 com otimismo”

Sublinhando que o país vive hoje “um momento de viragem”, assente no aumento da confiança e nos bons resultados económicos e orçamentais, o primeiro-ministro destacou o papel “muito importante” da atividade turística, que cresceu três vezes mais que a média a nível mundial.
“É essencial que o país possa ter as infraestruturas necessárias para que a atividade turística possa crescer”, servindo também de suporte ao conjunto da economia do país, à sua internacionalização e à valorização do território, sustentou o primeiro-ministro.

Proposta a apresentar em seis meses

De acordo com o memorando hoje assinado, a ANA – Aeroportos de Portugal, gerida pela Vinci Airports, tem agora seis meses para apresentar ao Governo uma proposta para um aeroporto complementar na base aérea do Montijo, assim como um novo plano diretor para a expansão da capacidade do Aeroporto Humberto Delgado.

A proposta terá ainda de considerar o local proposto para o desenvolvimento das infraestruturas, a estimativa dos custos, soluções de financiamento da construção e a duração e conclusão da construção.

Recorde-se que o contrato de concessão da ANA à Vinci, assinado em dezembro de 2012, previa que o processo de expansão da capacidade aeroportuária em Lisboa avançasse quando se verificassem “três ou mais fatores de capacidade”, o primeiro dos quais verificado já em 2016, ao atingir-se um total anual de passageiros superior a 22 milhões.

Em concorrência, refere ainda o texto do memorando, o pedido e atribuição de ‘slots’ evidencia a continuação do crescimento acentuado em 2017, confirmando a urgência no desenvolvimento de medidas de expansão da capacidade aeroportuária.

In Acção Socialista