Crescimento superior ao da UE reforça momento de viragem no país


Para António Costa, os bons resultados que a economia portuguesa apresenta, com um crescimento superior ao da União Europeia, assente no investimento e nas exportações e com um défice das contas públicas de 2,1% do produto, estão a contribuir, de forma decisiva, para que Portugal volte aos níveis de confiança do ano 2000.

Falando na cerimónia de assinatura do memorando de entendimento entre o Estado e a ANA – Aeroportos de Portugal para apresentar a solução do aeroporto complementar no Montijo, o primeiro-ministro sustentou que a ideia defendida pelos partidos da direita, de que não havia alternativa à política de empobrecimento dos portugueses, com cortes em salários e pensões, foi ontem totalmente desmontada, com os dados divulgados sobre o crescimento da economia, anunciados pelo ministro Mário Centeno, na comissão parlamentar de Finanças e Modernização Administrativa.

Segundo o primeiro-ministro, António Costa, o país vive hoje uma situação de “viragem nas suas perspetivas económicas e financeiras”, lembrando que os índices de confiança na economia portuguesa, não só por parte dos consumidores, mas também ao nível dos investidores nacionais e internacionais, são hoje “só comparáveis” aos que existiam no ano 2000.

Um aumento da confiança, como destacou, que está assente, por um lado, nos bons resultados económicos, com os dois últimos trimestres de 2016 a apresentar um crescimento do produto superior ao dos demais países da União Europeia e, por outro lado, “nos excelentes resultados financeiros”, com a consolidação das finanças públicas.

Uma realidade que só foi possível alcançar, referiu o primeiro-ministro, graças à “reorientação política” que se seguiu às últimas eleições, que veio permitir que o país assumisse uma outra estratégia e uma outra postura política assente na reposição de rendimentos das famílias, na diminuição da carga fiscal ou na melhoria das condições para o investimento, medidas, como salientou, que não vieram criar qualquer obstáculo ao bom desempenho da economia portuguesa ou à consolidação das suas contas públicas, como alguns vaticinavam, mas que permitiram apresentar resultados como “nunca tinha acontecido em 42 anos de democracia.

Crescimento sustentado

Quanto ao crescimento económico, António Costa lembra que assentou, “desde logo”, num “forte investimento privado” que ao longo de 2016 aumentou mais de 6 pontos percentuais, mas também no incremento da procura interna e externa, com as exportações a crescerem mais de 7% o ano passado, um crescimento da economia e do investimento, mas também das exportações, que tiveram “uma tradução na diminuição do desemprego e na criação líquida de cerca de 100 mil novos postos de trabalho”.

Quanto ao crescimento em 2017, António Costa garantiu não ter dúvidas de que “podemos encarar este ano com confiança”, lembrando a propósito que são as próprias instituições europeias, que “habitualmente têm manifestado algum ceticismo” sobre as condições de crescimento da economia portuguesa, que apresentam hoje previsões “mais otimistas do que aquelas que o próprio Governo tem assumido”.

In Acção Socialista