Carlos César recomenda ao PSD humildade e distanciamento partidário


O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Carlos César, pediu, no final da reunião semanal da bancada socialista, uma negociação séria por parte do PSD na escolha do presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP), depois de o principal partido da oposição ter insistido no nome de Teresa Morais.

“Tem de haver um distanciamento em relação às direções partidárias em cargos desta natureza”, defendeu o líder parlamentar do PS, que considerou “aceitável que o PSD pondere que não pode ter tudo para si e que não pode ser sempre a sua opinião que vigora”. A eleição do presidente das secretas necessita de uma maioria de dois terços para se concretizar.

“Esse exercício de humildade, a que o PSD desde as últimas eleições legislativas tem tido dificuldade em aderir, é algo que o chama no sentido de proteger as pessoas que propõe”, alertou.
Carlos César lamentou que o PSD esteja a tentar fazer “uma jogatana política”, não encarando “com seriedade aquilo que é uma cumplicidade mínima no sentido do respeito pela Assembleia da República e de respeito pela opinião de todos os partidos”.

O presidente da bancada do PS sugeriu, depois, que à frente das secretas deveria estar alguém com o perfil do atual presidente, Paulo Mota Pinto, que, apesar de pertencer ao PSD, manteve “independência” em relação às direções partidárias. Já a “candidatura de Teresa Morais foi muito associada ao controlo pelo aparelho partidário de uma instituição que deve estar longe desse tipo de perfil”, explicou.

Carlos César revelou que comunicou ao líder parlamentar do PSD que o PS estava disponível “para apoiar a recandidatura do professor Paulo Mota Pinto ao cargo de presidente do CFSIRP, mas o PSD entendeu que não era essa a sua candidatura. Porém, o PSD podia ter apresentado um nome que não se desviasse muito do perfil do atual presidente”.

In Acção Socialista Digital