Desemprego “destrói vidas”


António Costa elogiou o crescimento da Marinha Grande e afirmou que “a falta de emprego é aquilo que destrói as vidas”, insistindo que é preciso apostar na qualificação e na “elevação das empresas”.

“Há 20 anos, Marinha Grande era sinónimo de crise. Vinte anos passados felizmente a Marinha Grande tem hoje uma taxa de desemprego que é bastante inferior à da média nacional. É hoje dos concelhos que tem uma economia mais sólida, que mais contribui para as exportações e que mais contribui para o crescimento da economia do país”, disse António Costa, durante o jantar comício de apoio à candidatura de Cidália Ferreira a esta Câmara do distrito de Leiria.

Segundo o secretário-geral do PS, “o que aconteceu nestes últimos 20 anos foi a combinação virtuosa de um processo de transformação, que deixou de lado o “empobrecimento”, a “destruição de direitos” ou a “destruição do estado social”.

Foi sobretudo, disse, “a qualificação das pessoas, a educação, a formação e a elevação das empresas que mudou a Marinha grande e fez da Marinha Grande aquilo que hoje é”.

António Costa reiterou que se verificará este ano o “maior crescimento económico desde o início do século”, o que tem permitido cumprir o objetivo da política económica do governo, que sintetizou na expressão “emprego, emprego, emprego”.

“Como a memória da Marinha Grande não esquece, a falta de emprego é aquilo que destrói as vidas, os territórios e a economia. É o emprego que dá confiança, dá esperança e nos permite a todos construir o futuro”, salientou o secretário-geral do PS.

António Costa voltou ainda a falar do aumento do número de alunos que entrou este ano no ensino superior, referindo que houve uma retoma idêntica a 2010.

“Verificamos que acabou a sangria e a falta de oportunidade de muitas famílias terem os seus filhos nas universidades e nos politécnicos e que voltaram a ter capacidade de o poder fazer”, disse.

Este ano, acrescentou ainda, serão também “abertas 400 novas turmas o que significa que haverá mais 10 000 jovens em todo o país a terem acesso ao ensino profissional”.

“Aquilo que faz hoje a diferença é a qualificação e inovação. Para isso é preciso ter políticas certas e, por isso, é fundamental dar prioridade à educação, à formação, às ciências, à cultura e inovação tecnológica”, frisou.