Eurogrupo: Centeno quer dar “contributo construtivo” para “encontrar caminhos alternativos”


O ministro das Finanças, Mário Centeno, que formalizou hoje a candidatura à presidência do Eurogrupo, disse que pretende dar “um contributo construtivo”, mesmo que “crítico às vezes” para “encontrar caminhos alternativos”.

O governante, que falava hoje em conferência de imprensa, no Ministério das Finanças, em Lisboa, a propósito da formalização da sua candidatura ao Eurogrupo, foi questionado sobre como pretende defender no Eurogrupo as suas posições críticas relativamente às regras orçamentais europeias, nomeadamente quanto ao cálculo do saldo estrutural.

“Vamos ter esse contributo construtivo, critico às vezes, que permite encontrar caminhos alternativos (…) num contexto de agregação de vontade. Já demonstrámos que o sabemos fazer”, disse o ministro.

A lista final de candidatos ao cargo de presidente do Eurogrupo só será divulgada na sexta-feira, mas Mário Centeno deverá ter pelo menos a concorrência dos seus homólogos da Letónia e da Eslováquia.

O Governo português anunciou formalmente hoje, ao final da manhã, a candidatura de Mário Centeno à eleição para a presidência do fórum de ministros das Finanças da zona euro, que decorrerá na próxima segunda-feira, em Bruxelas.

Contudo, também a ministra letã Dana Reizniece-Ozola (Verdes) e o ministro eslovaco Peter Kazimir (igualmente socialista) terão apresentado as respetivas candidaturas até ao prazo limite (11:00 de hoje em Lisboa), segundo a imprensa dos respetivos países, que citam fontes governamentais.

A assessoria de imprensa do presidente do Eurogrupo escusou-se a revelar quantos candidatos estão na corrida à sucessão de Jeroen Dijsselbloem, apontando que a lista definitiva será publicada na sexta-feira de manhã, tal como já indicara o ainda presidente do fórum de ministros das Finanças da zona euro por ocasião do lançamento das candidaturas, em meados de novembro.

Mário Centeno é apontado agora pela generalidade da imprensa internacional como o grande favorito ao cargo, depois de ter sido o “eleito” entre os potenciais candidatos dos Socialistas Europeus, a família política com mais possibilidades de garantir (neste caso, manter) o posto até agora ocupado pelo holandês Jeroen Dijsselbloem.