Um congresso espinhoso para os adversários do PS
10-Mar-2009

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Nunca um Congresso do PS terá sido tão elogiado e ao mesmo tempo tão atacado pelos nossos adversários. Até o animador político das noites de domingo da RTP1 se mostrou boquiaberto com a capacidade organizativa do PS. Para eles, o principal problema parece mesmo ter residido no excesso de rigor e de organização. Até o inesperado “apagão” terá sido programado ao milímetro com o único objectivo de calar a voz a uns pobres socialistas amordaçados que pretendiam estragar o propalado unanimismo.

 

Confesso que, em mais de 30 anos de democracia, nunca vi tanta raiva e desespero acumulados contra nós nalguns "média", nem tanto fel no discurso de tantos comentaristas. Deve ser de facto duro para quem nos faz oposição constatar que, mesmo depois de utilizada toda a artilharia pesada, os danos são mínimos e que, como diz o velho slogan, "quanto mais a luta aquece, mais se vê a força do PS".

 

Em Espinho, o PS revelou-se, uma vez mais, um partido que persiste em honrar a sua história e que teima em dar lições de democracia e de tolerância. Houve debate, saíram propostas claras para enfrentar a crise e transmitir a solidariedade devida aos mais atingidos e houve disputa para a composição do mais importante órgão do PS de que resultou uma nova Comissão Nacional mais plural. Em suma, de Espinho saiu um PS mais unido e determinado em torno da sua estratégia politica, dos seus dirigentes e do seu líder. 

 

Mas convém não esquecer que Espinho foi apenas o culminar de um processo que durou cerca de 3 meses e que envolveu milhares de socialistas de todos os pontos do nosso território continental, das regiões autónomas e dos países da emigração porque, onde estão os portugueses, está o PS.

 

Mesmo não havendo disputa pela liderança foi um dos Congressos mais participados, que envolveu o funcionamento de 700 assembleias de voto que mobilizaram mais de duas dezenas e meia de milhares de militantes para elegerem o Secretário Geral e os cerca de 1700 delegados, sem que se tivesse registado qualquer reclamação digna de nota.

 

Não posso por isso, ao cair do pano do XVI Congresso do PS, enquanto Presidente da COC, de manifestar o meu profundo agradecimento a todos os que tornaram possível a demonstração ao país do grande partido democrático que somos. Tal como havíamos previsto e desejado, este Congresso constituiu o melhor revigorante para que o PS possa vencer o ciclo eleitoral de 2009.

A todos os Membros da COC, à dedicada e tantas vezes esquecida equipa profissional do PS, aos trabalhadores e empresas que connosco colaboraram, aos Presidentes das Concelhias, das Federações e a todos os militantes anónimos que contribuíram para o êxito deste Congresso, o meu muito sincero obrigado.

 
Resultados das Votações
03-Mar-2009
PRESIDENTE DO PARTIDO
António de Almeida Santos
Total Votantes A Favor Brancos Nulos
720 714 2 4

 

COMISSÃO DE VERIFICAÇÃO DE PODERES
Total Votantes A Favor Brancos Nulos
720 706 10 4

 

MESA DO CONGRESSO
Total Votantes A Favor Brancos Nulos
720 696 18 6

 

COMISSÃO DE HONRA DO CONGRESSO
Total Votantes A Favor Brancos Nulos
720 714 2 4

 

MOÇÕES
Moção Favor Contra Abstenção Total
A 1094 1 13 1108
B 34 950 124 1108

 

COMISSÃO NACIONAL
Total Votantes Lista A Lista B Brancos Nulos
1303 1131 139 26 7

Lista A à Comissão Nacional

Lista B à Comissão Nacional 

Comissão Nacional Eleita

 

COMISSÃO NACIONAL DE FICALIZAÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA
Total Votantes Lista A Brancos Nulos
1303 1176 20 107

Comissão Nacional de Fiscalização Económica e Financeira Eleita

 

COMISSÃO NACIONAL DE JURISDIÇÃO

Total Votantes Lista A Brancos Nulos
1303 1172 23

108

 Comissão Nacional de Jurisdição Eleita

 

 

 
Declaração do Secretário-Geral do Partido Socialista
15-Fev-2009
Eng. José Sócrates

 
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