Jorge Coelho acusa PSD de andar aos ziguezagues
“Ao contrário do Governo, que segue um rumo desde o primeiro dia, “o PSD ziguezagueia ao sabor das conveniências, dispondo-se a rasgar o pacto da Justiça que assinou há meses”, afirmou Jorge Coelho na passada sexta-feira, em Aveiro, num plenário de militantes, inserido no conjunto de reuniões que o PS está a realizar em vários pontos do país para fazer o balanço de dois anos e meio de governação socialista. No plenário distrital, Jorge Coelho explicou as razões que o levam a ter “orgulho” no Governo e no primeiro-ministro, que estão a cumprir os compromissos eleitorais assumidos com o país, sublinhando a aposta no rigor das finanças públicas, no crescimento económico, na qualificação das pessoas e no aprofundamento das políticas sociais.

Lembrando que quando o PS chegou ao poder o país vivia acima das suas possibilidades e que o rigor orçamental do Governo levou o défice a descer para menos de metade, Jorge Coelho contrariou “os demagogos que dizem que foi à custa da carga fiscal”, explicando que dois terços foi com a redução da despesa pública.

Segundo o ex-ministro socialista, “a despesa com pessoal representava, há dois anos e meio, 14,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e teve de se ter a coragem de ajustar ao nível de riqueza do país, sendo em 2007 de 12,8 por cento do PIB e em 2008 será de 12,2 por cento”.

E reiterou que o Governo “não pactua com os que fogem às suas obrigações porque, se todos pagarem o que devem, não faltará muito para cada um pagar menos”.

Por outro lado, destacou a reforma da Segurança Social, “que permite hoje aos portugueses terem a sua reforma garantida, quando há três anos estava em risco"”.

Sobre os que afirmam que o crescimento económico de dois por cento é curto, respondeu que é desejo de todos que seja maior e que o importante é estar no bom caminho, porque o Governo partiu de um crescimento negativo.

No ensino, Jorge Coelho saiu em defesa da qualidade da escola pública, destacando medidas como o novo Estatuto da Carreira Docente e o encerramento de três mil escolas, “porque o Governo não tem medo de perder votos para ter um país melhor”.

E aproveitou para contar que foi avisado pelo telefone de que a sua escola, na Beira Alta, ia ser encerrada. Afinal, disse, “só tinha oito alunos, que assim não podiam ter inglês, desporto, música e acompanhamento escolar, pelo que, sair em defesa da sua manutenção era entregar as crianças ao abandono escolar”.

Na sua intervenção, Jorge Coelho falou ainda da nova geração de políticas sociais do Governo, sublinhando o apoio à natalidade, com o abono pré-natal às grávidas, e o programa de construção de creches, bem como à terceira idade, com o complemento solidário que no próximo ano chegará a todos os idosos com mais de 65 anos.

Na área da saúde, destacou medidas como o apoio à procriação medicamente assistida e à vacinação contra o cancro do colo do útero, lembrando ainda a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.

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