Moçambique: José Sócrates realça a aposta nas Energias Renováveis
04.Março

José Sócrates classificou a barragem de Cahora Bassa como "um monumento ao talento e génio dos portugueses e moçambicanos".

José Sócrates, que foi recebido efusivamente pela multidão em Tete, chegou a emocionar-se e na sua intervenção apelou às palavras de Samora Machel.
"Quando passei na placa que evoca a memória de Samora Machel fiquei com um nó na garganta", disse e lembrou que o ex-Presidente de Moçambique "queria que a barragem de Cahora Bassa ficasse na memória como um ato concreto da amizade, da cooperação e da solidariedade entre Portugal e Moçambique".
O primeiro ministro acrescentou que "desde criança" que gostaria de ter visitado a quarta maior barragem de África e que agora o estava a fazer com "o sentimento de responsabilidade histórica".

"Sinto o peso comum da história construída por portugueses e moçambicanos", disse.

A barragem de Cahora Bassa foi alvo de várias discordâncias entre os dois Estados até outubro de 2006, altura em que José Sócrates e o Presidente da República moçambicano, Armando Gebuza assinaram um compromisso.

O acordo compreendeu a venda da participação de 82 por cento que o Estado português detinha no consórcio ao Estado moçambicano por 740 milhões de euros, ficando apenas com 15 por cento do capital. Os restantes 85 por cento passaram a caber ao Estado moçambicano.

José Sócrates recordou o compromisso anterior e relançou o protocolo assinado hoje: "assinamos um protocolo para que parte do dinheiro da reversão (90 milhões de euros) seja usado em investimento em Moçambique, principalmente nas energias renováveis para que, com o dinheiro do passado, possamos construir um futuro melhor".

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